sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pílulas

Enfraqueçam dos pés à alma o que é força.

Então me diga se não há mais graça em viver

pelo silêncio, em silêncio, no silêncio.

A vida esta a rugir e as estampas são bem mais escuras

sobra a lua sob o sol numa tarde de tortura.

Passarinhos voaram de loucura e

Não querem mais a terra chegar.

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sábado, 27 de dezembro de 2008

Negra Solitária

Assim te espero para poder falar
Nunca senti a terra como agora
É colorido meu olhar por onde se guia.

Faz de mim um mar profundo
Onde mergulho até o brilho solitário
Sua morte traz em vida a pérola de minha querida.

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Entre corpus

O seu calor semeia
as flores.
E meu amor aquece as vias
De teu corpo.

Porém, aqui nestes arcos
Não podemos ser sem fingir
“onde mais temos para fugir?”

De olhos entre abertos
aqui, esqueço do mundo.
Com os dedos entre laçados
só o coração se movimenta.

Seguro e doce cada compasso.
Até que entre a gente não reste espaço algum.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008


XXVIII

A SERPENTE QUE DANÇA


Em teu corpo, lânguida amante
Me apraz contemplar,
Como um tecido vacilante,
A pele a faiscar.

Em tua fluida cabeleira
De ácidos perfumes,
Onda olorosa e aventureira
De azulados gumes,

Como um navio que amanhece
Mal desponta o vento,
Minha alma em sonho se oferece
Rumo ao firmamento.

Teus olhos, que jamais traduzem
Rancor ou doçura,
São jóias frias onde luzem
O ouro e a gema impura.

Ao ver-te a cadência indolente,
Bela de exaustão,
Dir-se-à que dança uma serpente
No alto de um bastão.

Ébria de preguiça infinita,
A fronte de infanta
Se inclina vagarosa e imita
A de uma elefanta.

E teu corpo pende e se aguça
Como escuna esguia,
Que às praias toca e se debruça
Sobre a espuma fria.

Qual uma inflada vaga oriunda
Dos gelos Frementes,
Quando a água em tua boca inunda
A arcada dos dentes,

Bebo de um vinho que me infunde
Amargura e calma
Um líquido céu que difunde
Astros em minha alma!

(Charles Baudelaire.)


No poema o eu lírico está a observar algo que lhe dá prazer, e pelo que parece é uma mulher que dança cujo seus movimentos revelam sensualidade e podem ser comparados aos movimentos de uma serpente, vejamos o porquê. A comprovação de um ser feminino diante do eu lírico pode ser percebida por meio do deslocamento da primeira estrofe do poema. No primeiro verso (Em teu corpo, lânguida amante,), a frase se encontra na ordem indireta, ou seja, o predicado precede o sujeito separado por meio de pontuação (,). Sendo assim languida amante é o sujeito da frase, e Em teu corpo, seu predicado. Explorando ainda o primeiro verso, na estrutura do adjetivo Lânguida que caracteriza o substantivo Amante, o elemento mórfico – a, é uma desinência nominal de gênero que neste caso determina feminino. Como foi dito, o eu lírico do poema está a observar algo, é no segundo verso que pode ser percebido sua presença e a ação de observar. Me apraz contemplar,(v.s2), o pronome Me traz a presença do eu lírico no poema, que se apraz contemplar ou se agrada a observar a Lânguida amante.

Com as relações encontradas no eixo sintagmático da quinta estrofe é possível criar a condensação de que a mulher faz movimentos de serpente. Em, Ao ver-te a cadência indolente, (v.s17), o pronome te, retoma a atenção de para quem o eu lírico esta olhando, em seguida a preposição a, tem função de subordinar cadência indolente, isso significa que a cadência, ou seja os movimentos que sucedem em intervalos regulares são atribuídos a mulher que dança. Em seguida é feita a analogia da mulher com a serpente, Dir-se-à que dança uma serpente (v.s19), esta frase é tida como a consequência da ação do eu lírico observar a moça.

O nível fônico do poema, do primeiro até o vigésimo verso, os finais de cada verso apresentam de forma alternada sons vocálicos. Na primeira estrofe segue-se assim o final de cada verso: /ê/ > /a/ > /ê/ > /a/ , já na segunda, a alternância muda e se apresenta assim: /a/ > /ê/ > /a/ > /ê/. É possível relacionar essa cadência sonora com o ritmo ao qual a mulher dançava, ou mesmo mexia seus quadris em movimentos bem parecidos com os de uma serpente, mas acontece a quebra desse ritmo no poema que vai do vigésimo primeiro até o vigésimo oitavo verso. Na sexta estrofe os sons vocálicos do final de cada verso se apresentam da seguinte forma: /a/ > /a/ > /a/ > /a. A quebra da alternância de sons pode apresentar o momento em que a mulher se cansa.

Mesmo que se tenha no nível semântico a idéia de uma mulher dançando, nada comprova que essa dança esteja se efetuando, isso porque o poema tem uma lógica sintática que se relaciona de forma paratática. Alguns verbos como, por exemplo, contemplar (v.s2), que tem uma função nominal, logo apresenta a ação, mas não a situa no tempo da um efeito de algo parado. Outros verbos presentes no poema como inclina (v.s23), situam a ação no tempo mas de forma a descrever um fato do ponto de vista do eu lírico, o que é duvidoso.




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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Minha escolha de ser eu...

Caminhei por tanto tempo e em todos esses segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos por quais trilhei, aqui estou. Renovo-me a cada gota de chuva que caí sobre mim, essas lágrimas envolvem meu corpo e tem o poder, pois são abençoadas aqui na terra e quando vão ao céu entram em contato com o que há de mais puro entre o homem e a superfície intocável. Ser todo esse tempo para mim é esquecer o que fui ontem, o primeiro suspiro da manha vem sempre sem carga ou cansaço da vida. A cada noite morro, fecho os olhos e me despeço do mundo sempre com um sorriso e uma lágrima compondo meu rosto, não sinto em nenhum momento a tristeza de morrer, pois se o dia foi difícil, nascerei amanha pronto a recomeçar tudo da melhor forma, mas se o dia foi fácil repleto de bondade, serei eternamente grato até a hora de minha nova morte.

A cada instante nasce um novo homem dentro de você ele só precisa de cuidados para que não se torne o tormento de toda sua vida.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Véu para o silêncio



Ouvia um canto solene
que embebedou minha alma de prazeres e sonhos.
Som doce,
entoava harmoniosamente em um só olhar as mil cores que já vi.
Curioso! Levantei de meu leito indagador.
E em busca do som que tocava com esplendor saí.
Depois de muito buscar e nada achar
cansado voltei a indagar
“que som belo pode ser este”, arpejava em meu pensamento...
O sol nasce e responde com toda delicadeza
que o som a noite em minha cabeça
é todo o amor que sinto cantando a saudade
dos teus beijos e carinhos.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sonata de Amigo

...Das escolhas mal feitas a única de que se arrependeu, foi ter deixado de observar a lua naquela noite pontilhada...

Talvez nossos pesares sejam parecidos.
Um pouco de tudo, um tico de nada e lá vamos nós mais uma vez.
O mundo não era belo quando você o contemplava de cima, dizia que era solitário este lugar.
Pensou... pensou... “do que valeu, de que adiantou?” a voz do superego gargalhava.
Há meu nobre amigo como escreveu Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena."
Alma grande e cabeça grande fazem toda a diferença na hora de se reduzir a um grão de areia e se colocar como humano diante de tudo.
Noites silenciosas sem o menor sentido, pois me pergunto por que não há de estarmos juntos sendo que o mundo é nosso, será um desejo ou um habito noturno de ser um humano.
O sono é minha nota final.
Meu desejo do amanha fica.
Também ficam nossas velhas-novas questões, amigo.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Selo Onírico...


Como eu almejo me desatar do mundo por alguns momentos. Gostaria de viver um sonho vivo diferente de tudo que já foi visto, algo livre e puro. Meu sonho deveria durar sete dias e sete noites, seria perfeito! Ficaria todo esse tempo submerso em um sono profundo sem me preocupar com nada, sossegado, esqueceria que existe uma força cósmica e eu sorriria com tal feito, prosseguindo o sonho apagaria ,com meu êxtase, as estrelas, ou será que eu as deixaria de alegoria?! Não, elas já me angustiaram por de mais são as mesmas de sempre, tão brilhosas e intocáveis, sempre as mesmas... Seria algo inusitado longe dos problemas, não haveria nada capaz de me desassossegar, sem preocupações com o amanha uma espécie de deserto, longe das pessoas, estas que só servem para me conflitar e contar nos dedos meus defeitos, isso quando não estão me cobrando e o pior é que sempre faço por onde, aliás, todos nós fazemos por onde, mas quem é capaz de retribuir um feito da forma gentil e amorosa todas às vezes? Ninguém! Porque somos imperfeitos? Não! Não somos imperfeitos, mas sim ignorantes, arrogantes, medrosos, cheios de orgulho etc. Preferimos morrer na angustia em vez de trocar meio dúzia de palavras e se resolver, no meu sonho não teria tais problemas. Meu sorriso ecoaria pelo infinito, mas não se perderia, seria capaz de ouvi-lo na ultima estação, brotaria dele um clarão profuso eliminando qualquer resquício de crepúsculo, as lágrimas escorreriam em rios formando assim quedas d’água, eu seria um pouco de mim por alguns momentos. Provaria do gosto desconhecido e quem sabe assim poderia fazer alguma escolha. E se eu não acordasse ao final do sétimo dia e minha escolha fosse negativa me fazendo se arrepender de ter sonhado de mais, se eu me sentisse só, descontente por ter me conhecido e realizado os meus anseios, percebendo assim que era preciso voltar e que nada se compara as experiências vividas? Seria preciso um gesto puro, repleto de amor, que só se encontraria na realidade, para me lançar de volta ao mundo material. O Beijo, e quem o fizessem teria meu amor como gratidão e ao final de cada dia quando fosse dormir, o beijo seria a garantia de que é preciso voltar e os meus sonhos só seriam com ela.

Bruno

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sábado, 18 de outubro de 2008

Uma vez que há amor se este morrer, também morrerá muito de você junto. Alimente o amor...


Nota da paixão.

Vem provar em meu zelo
São toques, Harmonia,
Colateral efeito que esquece.


Me praz um sonho sonoro
Ao abrir olhos, cantar.
Dir-se-á que deve e esquece.


Cadencio a Lira do amor
Em mil botões para aflorar

A cada final retrocede.



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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A escuridão.






A escuridão é perigosa
Quando não estamos em casa
A escuridão no meio do nada
Faz a gente arrepiar.
O dia amanhece
Sem perigo nem medo
Têm gente que prefere luz
“Porque a luz é mais bonita?”
Me pergunto
Mas, para quê escuridão
Quando se tem a luz?


Luísa


Fenômenal!! \m/

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Pequena, grande poetisa

A aurora

Vai voando a aurora
No céu do entardecer,
O amor agora,
Vai chegando para você.
Quando anoitece vai embora,
Esperando, enfim, voltar.
O dia amanhece e aurora não vai chegar
Então hoje,
O amor não vai chegar.
O dia transforma-se em noite
Bem de repente
A aurora chega e se transforma,
Em uma borboleta sorridente!

V. Pires Luísa

Um Mimo...

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ultima manha

Todo meu tempo é uma parada,
Feito e desatento.
Uma caminhada que se faz cansada
Ou o instante que se passa
Perdendo.
Medo servil de parar no tempo
Encosta em minha’lma sem argumentar.
Hoje cedo, de arder ao sol ia me esquecer do belo luar.
É o fim, a suspensão do tempo
A marca do não poder pensar.



Bruno N.M

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sábado, 27 de setembro de 2008

Do desespero à esperança.


"...Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja..."

Dos Anjos ( Brilhante )

Observe a imagem e neste momento prenda sua respiração. O que sentes? Culpa... Um pesar? Ou mesmo falta de ar? Independente de sua reposta, o que menos importa agora são suas sensações, mas seus sentimentos ante ela, as idéias que vieram a sua cabeça podem ajudar ou mesmo destruir o ser que você é. Não sei o quanto se importa com o mundo em que vive, porém, olho para ele e vejo que a interdependência entre os seres é cada vez mais estreita e isso sim me preocupa, uma vez que não pode haver vida sem uma boa relação entre as espécies.

Contemple a imagem, não tenha vergonha. Até onde pretende ir com sua soberba evolução? Não basta o sofrimento, a dor e o caos com que estamos vivendo? Parece-me que não. O ser humano esta cada vez mais podre e esta achando que sua sujeira poderá para sempre ser escondida de baixo do tapete por onde pisas. Você realmente acredita que vai ser possível remediar com toda essa tecnologia as doenças do mundo. Tenho compaixão em sua fé, mas tenho coração em suas mãos. Ainda há tempo, eu sei que há, no entanto só não acredito que ainda haja pessoas para tentar mudar o mal feito.



Bruno N.M

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Parque industrial


É somente requentar
E usar,
É somente requentar
E usar,
Porque é made, made, made, made in Brazil.
Porque é made, made, made, made in Brazil.

Retocai o céu de anil
Bandeirolas no cordão
Grande festa em toda a nação.
Despertai com orações
O avanço industrial
Vem trazer nossa redenção.

Tem garota-propaganda
Aeromoça e ternura no cartaz,
Basta olhar na parede,
Minha alegria
Num instante se refaz

Pois temos o sorriso engarrafadão
Já vem pronto e tabelado
É somente requentar
E usar,
É somente requentar
E usar,
Porque é made, made, made, made in Brazil.
Porque é made, made, made, made in Brazil.

Retocai o céu de anil, ... ... ... etc.

A revista moralista
Traz uma lista dos pecados da vedete
E tem jornal popular que
Nunca se espreme
Porque pode derramar.

É um banco de sangue encadernado
Já vem pronto e tabelado,
É somente folhear e usar,
É somente folhear e usar.

Tom Zé

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Menção a ultima estrela


Já ia lhe esquecendo quando comecei a me esquecer... Fui cego por um tempo,pois
estava me tornando adulto de mais, e assim perdendo a compreensão sobre as coisas importantes, que comporta a vida. Ho! Minha Estrela, por favor não se perca nas montanhas, é preciso te ver enquanto ainda há noite. O dia nos separa e te leva para o outro lado do mundo, logo angustio-me querendo saber o que fazes por lá, e você querendo saber o que faço por aqui...
A noite queria ter o "poder" para poder mover as montanhas de lugar, foi por conta delas que ia lhe esquecendo, mas agora sempre escalarei as montanhas quando for preciso te ver. Só você brilha, tão serena, para mim. Tudo é paz enquanto caminho em sua direção, não ouço o som dos meus passos, nem vejo luz em meus olhos a não ser a tua, cada passo é mágico de uma leveza movida por amor, mas me parece que você não se move até mim, entretanto sei que não é verdade, pois você retorna para mim todas as noites, até onde permite o limite de nossos desejos... Mesmo sendo uma estrela eu a amo, porque tu me ouve e eu te ouço, você me beija e eu lhe beijo. Somente voce me fez compreender que não é preciso ser triste e que a felicidade esta na simplicidade de como voce a busca, e eu claro busco em você e sempre acho. O dia esta amanhecendo e você logo ira sumir das minhas vistas, mas hoje aprendi que você ainda estará ai no céu brilhando para mim. O brilho que mantém os verdadeiros sentimentos não se apaga da noite para o dia, e mesmo quando não é possível enxergá-lo é possível senti-lo. Aprendo tanto com você minha estrela...

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Palavra...

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sábado, 20 de setembro de 2008

O fim Passou.


É dia de passeio
Sair sem deixar recado.
Só flores eu vejo por aqui
Todos sabem onde devem ir.
Esparzindo flores pelo caminho
Até chegar onde não exista reza, vou.
Elegias que elegem sem grande sorte
O homenageado da própria morte.
No fundo toda essa gente sabe
Que feriado é dia pra brinde.
Vela acesa, quem sabe eu deixe
Neste belo fim de finados, festeje!

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008


O que é poesia, a partir de Tarkovski.

Fazer de um idéia um emaranhado de sensações, mas ao mesmo tempo não querer fazer idéia, ou pelo menos idéia fácil de conclusão para explicar as sensações incitadas.

A poesia parece estar além dos olhos, pois quando se tenta abstrair interpretações pelas imagens seus sentidos são liquidificados, daí você percebe que o som não é menos importante que a imagem, e logo força seus ouvidos em busca de compreensão pela sonoridade. Nesse processo de tentar compreender a poesia, as sensações geradas acabam por se integrar no conjunto poético, a partir daí tudo é um ato proposicional mesmo a angustia de não compreender diretamente o que lhe é proposto, ou a duvida do que parece ser obvio, mas enganador, todas estas reações e proposições se tornam parte da poesia. Então responder o que é poesia a Partir de Tarkovski, para mim é considerar a complexidade da relação causa e efeito na poesia. Julgar em partes a causa para tentar justificar o efeito é negar a complexidade arquitetural da obra poética, levando em consideração a relação entre poema e a poesia, nesse caso poema se posiciona como causa e poesia como o efeito. Sendo assim, o interessante seria não descartar nenhuma possibilidade em relação o que é poesia, é preciso olhar para os fragmentos e totalizá-los, em função de arriscar ver o que não é visível, de tentar ouvir o que não é audível e também de buscar sentir o que não é susceptível de sensação.

B.N.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008








É preciso sorrir para amar, eu sorrirei a todo instante quando me lembrar de você. Não adianta tentar enganar os sorrisos entregam. E para que enganar, a vida não da oportunidade de sorrir a todos, é preciso que todos saibam o quanto você sorri, e também o sentido de seus sorrisos. Que meus sorrisos não se tornem lagrimas mais uma vez. ^^

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nota

" se conhece a aquilo a que nos prendemos. Os homens de hoje não tem tempo de se prenderem a nada. Compram tudo feito. E como o amor não se compra, não amam."
Antoine Saint Exupery

Quando fazia a leitura de O pequeno príncipe, fui tomado por um sentimento nobre que me fez repensar em muitas de minhas ações, ja sabia das complicações da vida, mas o angulo pelo qual fui mostrado às minhas falhas, tinha um jeito especial . A citação acima mexeu muito comigo, ainda mexe nos meus sentimentos, pois me emociono toda vez que leio. Recomendo esse livro fabuloso...

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  ©Template Blogger Writer II by Dicas Blogger.

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